Solo, de Jorge Peixinho, um fluxo textural em forma mosaico

Autores

António Augusto Aguiar
Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo | Universidade Técnica do Porto; i2ADS

Palavras-chave:

Música Contemporânea, Forma Mosaico, Abertura, Indeterminação, Contrabaixo, Técnicas Estendidas

Sinopse

O presente estudo surge da necessidade de valorizar a obra Solo - para contrabaixo de cinco cordas, do compositor português Jorge Peixinho.

Decorridas mais de três décadas do seu falecimento, subsiste um vasto trabalho a desenvolver no sentido de preservar e divulgar o seu legado, quer através da edição crítica dos seus manuscritos, quer pelo aprofundamento da investigação sobre a sua produção musical. A análise desta obra específica permanece ainda por realizar, pelo que este estudo pretende proporcionar ao leitor, ao músico e ao instrumentista um conhecimento mais aprofundado sobre o seu contexto, oferecendo uma interpretação analítica da sua estrutura e significado.

Com base em uma abordagem metodológica comparativa, esta investigação estabelece paralelos entre Solo e outras obras representativas do repertório europeu contemporâneo, nomeadamente de compositores como Luciano Berio e Karlheinz Stockhausen. A análise insere-se no quadro da formalidade das Formas Mosaicas, conceito que se considera particularmente adequado para descrever a organização estrutural desta peça de Peixinho.

Como principais contributos, espera-se aprofundar a compreensão da linguagem musical de Jorge Peixinho, figura incontornável da composição contemporânea, reconhecendo Solo como uma obra de referência dentro do repertório para contrabaixo. O estudo reforça ainda a importância deste instrumento na escrita musical contemporânea, evidenciando o seu crescente protagonismo no panorama da música erudita atual.

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Publicado

2026

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ISBN-13 (15)

978-989-9226-38-8